# Escrevendo a Lógica Básica ## Base do Plugin Mesmo em um plugin básico, há muita coisa acontecendo nos bastidores, então, para simplificar bastante o desenvolvimento de plugins, usaremos o crate `pumpkin-api-macros` para criar um plugin básico vazio. :::code-group ```rs:line-numbers [lib.rs] use pumpkin_api_macros::plugin_impl; #[plugin_impl] pub struct MyPlugin {} impl MyPlugin { pub fn new() -> Self { MyPlugin {} } } impl Default for MyPlugin { fn default() -> Self { Self::new() } } ``` ::: Isso criará um plugin vazio e implementará todos os métodos necessários para que ele seja carregado pelo Pumpkin. Agora podemos tentar compilar nosso plugin pela primeira vez. Para isso, execute o seguinte comando na pasta do seu projeto: ```bash cargo build --release ``` ::: tip AVISO Se você estiver usando o Windows, você **tem** que usar a flag `--release`, caso contrário, terá problemas. Se você estiver em outra plataforma, não precisa usá-la caso queira economizar tempo de compilação. ::: A compilação inicial levará um pouco de tempo, mas não se preocupe, as compilações seguintes serão mais rápidas. Se tudo correr bem, você deverá ver uma mensagem como esta: ```log ╰─ cargo build --release Compiling hello-pumpkin v0.1.0 (/home/vypal/Dokumenty/GitHub/hello-pumpkin) Finished `release` profile [optimized] target(s) in 0.68s ``` Agora você pode ir para a pasta `./target/release` (ou `./target/debug` se não usou `--release`) e localizar o binário do seu plugin. Dependendo do seu sistema operacional, o arquivo terá um dos três nomes possíveis: - Para Windows: `hello-pumpkin.dll` - Para MacOS: `libhello-pumpkin.dylib` - Para Linux: `libhello-pumpkin.so` ::: info NOTA Se você usou um nome de projeto diferente no arquivo `Cargo.toml`, procure o arquivo que contenha o nome do seu projeto. ::: Você pode renomear este arquivo como quiser, mas deve manter a extensão do arquivo (`.dll`, `.dylib` ou `.so`) a mesma. ## Testando o Plugin Agora que temos o binário do plugin, podemos testá-lo no servidor Pumpkin. Instalar um plugin é tão simples quanto colocar o binário do plugin que acabamos de construir na pasta `plugins/` do seu servidor Pumpkin! Graças à macro `#[plugin_impl]`, o plugin terá seus detalhes (como nome, autores, versão e descrição) incorporados ao binário para que o servidor possa lê-los. Quando você iniciar o servidor e executar o comando `/plugins`, deverá ver uma resposta como esta: ``` Há 1 plugin carregado: hello-pumpkin ``` ## Métodos Básicos O servidor Pumpkin atualmente usa dois "métodos" para informar ao plugin sobre seu estado. Esses métodos são `on_load` e `on_unload`. Esses métodos não precisam ser implementados, mas você normalmente implementará pelo menos o método `on_load`. Nesse método, você tem acesso a um objeto `Context`, que pode fornecer ao plugin acesso a informações sobre o servidor, além de permitir que o plugin registre gerenciadores de comandos e eventos. Para facilitar a implementação desses métodos, há outra macro fornecida pelo crate `pumpkin-api-macros`. :::code-group ```rs [lib.rs] use std::sync::Arc; // [!code ++:4] use pumpkin_api_macros::{plugin_impl, plugin_method}; use pumpkin::plugin::Context; use pumpkin_api_macros::plugin_impl; // [!code --] #[plugin_method] // [!code ++:4] async fn on_load(&mut self, server: Arc) -> Result<(), String> { Ok(()) } #[plugin_impl] pub struct MyPlugin {} impl MyPlugin { pub fn new() -> Self { MyPlugin {} } } impl Default for MyPlugin { fn default() -> Self { Self::new() } } ``` ::: ::: warning IMPORTANTE É importante que você defina qualquer método do plugin antes do bloco `#[plugin_impl]`. ::: Este método recebe uma referência mutável ao objeto do plugin (neste caso, a struct `MyPlugin`), que pode ser usada para inicializar quaisquer dados armazenados na struct principal do plugin, e uma referência ao objeto `Context`. Esse objeto é especificamente construído para este plugin com base nos metadados do plugin. ### Métodos implementados no objeto `Context`: ```rs fn get_data_folder() -> String ``` Retorna o caminho para a pasta dedicada a este plugin, que deve ser usada para armazenamento de dados persistentes. ```rs async fn get_player_by_name(player_name: String) -> Option> ``` Se um jogador com o nome `player_name` for encontrado (ele precisa estar online no momento), esta função retornará uma referência a ele. ```rs async fn register_command(tree: CommandTree, permission: PermissionLvl) ``` Registra um novo gerenciador de comandos, com um nível mínimo de permissão exigido. ```rs async fn register_event(handler: Arc, priority: EventPriority, blocking: bool) ``` Registra um novo gerenciador de eventos com uma prioridade definida e se é bloqueante ou não. Aliás, `handler` é `Arc`, o que significa que você pode implementar vários eventos em um único gerenciador e depois registrá-lo. ## Método Básico `on_load` Por enquanto, vamos implementar apenas um método `on_load` bem básico para conseguirmos ver que o plugin está funcionando. Aqui vamos configurar o logger interno do Pumpkin e exibir "Hello, Pumpkin!" para que possamos ver nosso plugin em ação. Adicione isso ao método `on_load`: :::code-group ```rs [lib.rs] #[plugin_method] async fn on_load(&mut self, server: Arc) -> Result<(), String> { server.init_log(); // [!code ++:3] log::info!("Hello, Pumpkin!"); Ok(()) } ``` ::: Se compilarmos o plugin novamente e iniciarmos o servidor, agora você deverá ver "Hello, Pumpkin!" em algum lugar no log.